Coletivo Psicossocial levou cobertores e alimentos ao Assentamento João de Paula, onde moradores tiveram casas e estruturas de produção danificadas.


A psicóloga da Assesoar Kellyn Ferreira; Odete, agente comunitária de saúde, e sua filha, Jussara; a assistente social Tatiane Lolle; e a conselheira da Assesoar Deisi Kerkhoff.

O Coletivo Psicossocial da Assesoar esteve no Assentamento João de Paula, em Renascença, na quinta-feira, 3, para entregar cobertores e alimentos às famílias atingidas pelo temporal com granizo registrado na noite de domingo, 30 de agosto. A ação buscou auxiliar os moradores que tiveram casas, galpões e estruturas de produção danificados.

Joacir Xavariz relatou que a queda de granizo durou entre 22 e 25 minutos, sem interrupção. Segundo ele, o tamanho das pedras e o tempo de duração provocaram danos generalizados nas coberturas dos imóveis. “Foi pedra intensa, sem intervalo. Não sobrou praticamente nada. As telhas de seis milímetros foram todas destruídas”, contou.

O temporal ocorreu por volta das 20h. Durante a queda de granizo, Odete Xavariz e os familiares buscaram proteção e aguardaram até que as pedras diminuíssem para verificar os prejuízos e as condições dos filhos e netos, que também residem na propriedade. “A gente ficou bastante abalado. Nós nos protegemos embaixo de um guarda-chuva e ficamos esperando, sem saber o que fazer. Quando as pedras acalmaram, fomos ver como estavam os filhos”, relatou Odete.

Além das casas da família, foram danificados o galpão, o chiqueiro, a estufa de morangos e as árvores frutíferas. De acordo com a moradora, as perdas afetam diretamente a renda familiar. Em outubro, a família terá de pagar uma parcela de quase R$ 9 mil referente à estufa de morangos, cuja produção foi comprometida.

A Defesa Civil forneceu lonas e cadastrou os moradores para avaliar a necessidade de auxílio com as coberturas. Odete também espera que um eventual decreto de situação de emergência ou calamidade pública permita aos agricultores adiar o pagamento de dívidas. “Nós não queremos deixar de pagar, mas adiar a dívida, porque agora, com todo o prejuízo, não teremos como fazer o pagamento”, explicou.

A reconstrução conta ainda com a participação de familiares e integrantes de organizações ligadas à comunidade. Moradores receberam ajuda do CTG João Carlos Dávila, da Coopafi e da Igreja do Evangelho Quadrangular. Familiares de Joacir também se deslocaram de Ponta Serrada para auxiliar nos trabalhos.

Segundo Odete, os voluntários dedicaram parte do tempo a cada propriedade e depois seguiram para outras casas que também necessitavam de mão de obra. O Assentamento João de Paula possui 100 lotes e foi atingido em praticamente toda a sua extensão. Na rua onde a família mora, as 12 residências registraram perdas.


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