Encontro na Aldeia Alto Pinhal integra ações para a elaboração de um atlas sobre as questões indígenas do Paraná.

As participantes do encontro em Clevelândia para elaboração de atlas sobre as questões indígenas do Paraná.
Mulheres indígenas da Aldeia Alto Pinhal, em Clevelândia, participaram, na noite de sexta-feira, 18 de setembro, de um debate sobre identidade e preconceito. Realizada em conjunto com a Associação das Mulheres da Aldeia Indígena Alto Pinhal, a atividade abriu espaço para discutir o que significa ser mulher indígena e como as participantes se reconhecem na sociedade.
O encontro foi conduzido pela psicóloga Kellyn Ferreira, do Coletivo Psicossocial da Assesoar, e por Roseli Alves dos Santos, da Unioeste de Francisco Beltrão, coordenadora do Grupo de Pesquisa Corpo, Gênero e Diversidade.
Durante a conversa, as participantes relataram angústias relacionadas ao preconceito e à forma como são tratadas na sociedade. Ao descreverem a si mesmas, também ressaltaram a resistência, a luta, a coragem, a pluralidade e a ancestralidade.
Segundo Kellyn, a atividade integra um projeto do Observatório Paranaense das Questões Agrárias, financiado pela Itaipu Binacional, que prevê a elaboração de um atlas sobre as questões indígenas do Paraná. A Unioeste está entre as universidades que compõem o observatório.
A parceria com a Assesoar teve origem no trabalho que a entidade já desenvolvia com as comunidades indígenas. “Nós já somos parceiros das comunidades indígenas da região e, assim, abrimos o diálogo para a realização do atlas”, explica a psicóloga.
As ações do projeto abrangem Vitorino, Clevelândia, Palmas e Mangueirinha. Estão previstas outras atividades ao longo de 2026 e de 2027, com a conclusão do atlas programada para o fim do próximo ano.
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