Atividade promovida pela Assesoar, em parceria com mulheres indígenas, envolveu crianças e adolescentes na confecção de cestos de taquara e na valorização dos saberes tradicionais.

A atividade reuniu crianças, adolescentes e mulheres da aldeia para a confecção de cestos de taquara, com o objetivo de preservar práticas e saberes da comunidade.
A Associação de Estudos, Orientação e Assistência Rural (Assesoar), em parceria com mulheres indígenas da comunidade Kaingang de Vitorino (PR), promoveu, no dia 8 de outubro, uma oficina de artesanato voltada à valorização da cultura e à transmissão de conhecimentos tradicionais entre gerações. A atividade reuniu crianças, adolescentes e mulheres da aldeia para a confecção de cestos de taquara, com o objetivo de preservar práticas e saberes da comunidade.
A oficina marcou o início de uma proposta de construção de uma caixa didática, destinada a reunir amostras de elementos representativos da cultura Kaingang, como adornos, vestimentas, instrumentos e peças de artesanato. O material servirá como instrumento de memória e valorização da identidade indígena, especialmente para as novas gerações.
Durante o encontro, as mulheres indígenas mais experientes compartilharam seus conhecimentos sobre a confecção dos cestos, desde a escolha e a coleta da matéria-prima até o preparo da taquara. Os materiais utilizados foram retirados das proximidades da aldeia, o que permitiu aos participantes acompanhar todas as etapas do processo.
As crianças e os adolescentes aprenderam a preparar as tiras de taquara e deram início à produção dos próprios cestos, com a orientação das mulheres da comunidade. A atividade também abriu espaço para a troca de conhecimentos sobre os recursos naturais utilizados no artesanato, incluindo as épocas e as fases da lua consideradas mais adequadas para a coleta de cada material.
Além de estimular o aprendizado de técnicas artesanais, a iniciativa buscou fortalecer os vínculos entre as gerações e incentivar a continuidade de práticas que fazem parte da história e da identidade do povo Kaingang.
Construção coletiva e continuidade
A atividade foi planejada e organizada pela Assesoar em conjunto com mulheres indígenas que exercem papéis de liderança na comunidade. A entidade também contribuiu com os insumos necessários para a realização da oficina.
Pela Assesoar, participaram da organização e do desenvolvimento da atividade Elisângela Bellandi, do Coletivo de Agroecologia; Kellyn Ferreira, do Coletivo Psicossocial; e Sandra Macagnan, da gestão de projetos.
A proposta terá continuidade com novas oficinas. Ainda em 2026, está prevista uma atividade para a confecção de filtros dos sonhos e pulseiras. Para 2027, o planejamento contempla ações voltadas à culinária indígena, com o propósito de ampliar os espaços de transmissão dos conhecimentos tradicionais e preservação da memória cultural da comunidade.

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