Grupo de Seara conheceu iniciativas de produção de alimentos saudáveis, agrofloresta e geração de renda em Francisco Beltrão e Pato Branco.

A Assesoar, por meio do Coletivo de Agroecologia, contribuiu, no dia 28 de setembro, com um intercâmbio realizado por um grupo do município de Seara (SC), formado por agricultoras, agricultores e técnicos que integram um coletivo ligado à Associação dos Pequenos Agricultores do Oeste Catarinense (Apaco).
Acompanhado pela engenheira agrônoma Larissa Simão, da Assesoar, o grupo conheceu diferentes experiências relacionadas à agroecologia, à produção de alimentos saudáveis e à geração de renda para as famílias agricultoras.
Uma das atividades foi a visita à propriedade agroecológica de Janete Fabro e Sérgio Kaupka, na comunidade de São Marcos, interior de Francisco Beltrão. No local, os participantes conheceram a organização da família e as práticas desenvolvidas na propriedade. “A visita possibilitou conhecer de perto a organização da família, suas práticas de produção e os caminhos construídos para fortalecer a agroecologia no território”, destacou Larissa.
Na sequência, o grupo participou de um diálogo com Carolina Panis, doutora e professora da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Ela abordou a relação entre a exposição aos agrotóxicos e o câncer de mama, além da importância de uma alimentação saudável e livre de agrotóxicos. A atividade também abriu espaço para a troca de conhecimentos e experiências entre os participantes.
O intercâmbio foi concluído com uma visita a uma experiência de agrofloresta no Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), em Pato Branco. O grupo conheceu práticas de manejo e produção agroflorestal e discutiu as possibilidades desses sistemas para a diversificação da produção e a geração de renda das famílias agricultoras.
Segundo Larissa, os intercâmbios contribuem para aproximar experiências desenvolvidas em diferentes territórios e fortalecer a construção coletiva do conhecimento. “Os intercâmbios aproximam experiências de diferentes territórios e reafirmam a importância da agroecologia na produção de alimentos saudáveis, na preservação da biodiversidade e na autonomia das famílias agricultoras”, concluiu a engenheira agrônoma.


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