Com o respaldo de coletivos e organizações como a Assesoar, o evento integra cultura e conscientização para discutir o respeito à diversidade na sociedade beltronense.

À frente do Miau José Luis, Iago Limas, Viviane Barbieri e Jackson Andrade. Foto: Divulgação.
Neste sábado, 27, em Francisco Beltrão acontecerá a 1ª Parada LGBTQIA+ do município. Organizado pelo Movimento Independente de Ação Urbana (Miau), o evento ocorrerá na Praça Central Eduardo Virmond Suplicy com o objetivo de promover visibilidade, resistência, celebração e o exercício da cidadania, sob o lema: “A praça é pública. O orgulho também”.
A programação reunirá atividades culturais, espaços de diálogo e ações de conscientização. Entre as atrações previstas estão exposições de brechós e de empreendedores locais, pinturas artísticas, murais interativos, além de apresentações de dança, música, intervenções poéticas e performances.
O público também poderá participar de rodas de conversa, debates e momentos de escuta ativa. A estrutura contará ainda com panfletagem de conscientização, presença de projetos sociais e coletivos parceiros, além do suporte de equipes de estudantes e profissionais de psicologia para esclarecimentos.
Atualmente, o Miau é composto por Jackson Andrade, Viviane Barbieri, Iago Limas e José Luis. Segundo Andrade, as responsabilidades são divididas entre comitês, embora o trabalho seja colaborativo em todas as etapas. “Sou idealizador do Miau e o coletivo é formado por quatro pessoas, cada uma responsável por um comitê. Fico com a parte burocrática — protocolos, contratos, mídias sociais e identidade visual. Definimos datas e temas em conjunto. Enquanto metade cuida do planejamento, a outra foca na decoração e logística. No geral, todos ajudam em tudo, e a Vivi e o Zé realizam apresentações artísticas eventualmente”, explica.
A organização também conta com a parceria do Levante Popular da Juventude. Alessandra Mello atua junto ao Miau na definição das pautas da programação e no acompanhamento do evento.
Diante da previsão de chuva para o sábado, os organizadores definiram um plano de contingência. Caso as condições climáticas sejam adversas, o público será orientado a utilizar a área coberta da praça, e os operadores de food trucks foram instruídos a deixar espaço livre para a acomodação dos participantes. “Em caso de chuva, pediremos que o público se desloque para a parte coberta. Orientamos os food trucks a deixarem espaço livre, caso precisemos nos abrigar. A expectativa está alta e estamos na torcida para que não chova”, afirma Andrade.
Para Viviane Barbieri, integrante do coletivo, a presença da comunidade LGBTQIA+ no centro da cidade é fundamental para ampliar a visibilidade, fortalecer o sentimento de pertencimento e reafirmar direitos. “Precisamos falar sobre como ocupar espaços altera a realidade. Quando nossos corpos e histórias LGBTQIA+ aparecem no centro da cidade, a mensagem é clara: existimos aqui e, acima de tudo, merecemos dignidade e respeito. Por que fazemos isso? Para gerar pertencimento, fortalecer nossa comunidade, defender nossos direitos e mostrar que Francisco Beltrão também é plural. Sabemos que existir não deveria ser um ato de coragem, mas, enquanto for, a visibilidade será indispensável”, defende.
A Assesoar também manifestou apoio à primeira edição da parada, reforçando a defesa de uma sociedade pautada pelo respeito, pela dignidade, pela igualdade e pela liberdade. “Que a diversidade ocupe os espaços públicos e fortaleça a construção de uma sociedade mais justa, democrática e acolhedora”, destaca a organização.

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