Tecnologia como Educação Ecológica

cerca de 90 pessoas celebraram essa ideia

Dia 4 de dezembro de 2012, no município de Salgado Filho, motivados pela ideia de desenvolver tecnologias como educação ecológica e como forma de melhorar a vida no campo, mais de 90 pessoas (representantes de organizações de agricultores familiares, de campesinos e de organizações públicas) de 10 municípios do Sudoeste do Paraná e da Argentina, reuniram-se para festejar 2 anos de caminhada e partilhar os conhecimentos acumulados.

O encontro (atividade prevista no Projeto Tecnologias Ecológicas que é fruto da colaboração entre agricultores familiares, organizações locais, Assesoar e Fundação Interamericana – IAF) iniciou na UPVF (Unidade de Produção e Vida Familiar) de Alcides e Salatte Matana e 3 de seus filhos e suas famílias, que vivem na mesma UPVF. A família Matana falou de sua experiência de trabalho em cooperação e manifestaram que um dos principais alicerces dessa experiência foi a oportunidade de partilhar e construir coletivamente conhecimento técnico e metodológico.

Edinéia falou da rica experiencia que sua família está tendo com a agrofloresta. Acostumados com o sistema convencional de produção, disse que a família está aprendendo muito com a agrofloresta. Me sinto bem no meio das árvores, disse.

Jaime falou que há 2 anos foi convidado para conhecer o funcionamento de um silo secador e armazenador de grãos diferente e de fácil acesso para os agricultores familiares. Inicialmente, quando convidado, disse que estava perdendo um dia de trabalho, mas foi. Viu, achou uma boa ideia e construiu o silo. Hoje diz que ganhou muitos dias de trabalho e diz estar satisfeito. O silo funciona mesmo, disse.

O professor Sadi, da escola da comunidade do Tiradentes, disse que sempre tinham dificuldade com a água e, agora, depois de terem construído a cisterna na Escola, não tiveram mais problemas, além disso, estudantes, professores e famílias tiveram um motivador para muitas conversas sobre o tema água.

Arlete, da Secretaria de Educação do município, disse que a partir do trabalho da ASSESOAR na escola do Tiradentes, outras cisternas foram construídas e muitos estão debatendo sobre o tema.

Os argentinos Maximiliano Castilho e Pablo Oviedo, campesinos da Província de Santa Fé, falaram de suas experiências de luta em suas organizações que fazem parte da Assembleia Campesina Indígena do Norte da Argentina que lutam pelo direito ao território e pelo direito de continuarem campesinos. Carlos Zagni, Educador Popular da Ação Educativa (província de Santa Fé) e Ernesto Stahringer, do Instituto de Cultura Popular (província de Corrientes), também compartilharam seus conhecimentos no encontro.

Foi um bonito dia de festa, confraternização e partilha de conhecimentos.

Maximiliano Castilho, Pablo Oviedo, Ernesto Stahringer e Carlos Zagni – argentinos.

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