Nos dias 3 a 5 de junho deste ano, aconteceu em São Paulo a Reunião Estratégica sobre Banda Larga e Marco Regulatório das Comunicações. O evento foi realizado pelo Instituto Patrícia Galvão, Geledés – Instituto da Mulher Negra e Intervozes, Coletivo Brasil de Comunicação Social e teve apoio da Fundação Ford.

O objetivo deste evento foi a construção de uma agenda de atuação do movimento feminista a curto e médio prazo para incidência no debate público, e entre os assuntos levantados estava a criação do Conselho Nacional de Comunicação, e o direito à Banda Larga para todos.

 

Entre estes dois assuntos principais, permeiam vários tópicos de discussão defendidos pelo movimento feminista. Veja a seguir quais são eles, a partir de trechos da carta aberta intitulada “Mulheres em luta pelo direito à comunicação”.

Quanto à criação do Conselho Nacional de Comunicação:

O Conselho Nacional de Comunicação é uma das resoluções centrais da I Conferência de Comunicação, até hoje não tirada do papel. O movimento feminista defende a sua criação e, além disso, defendem também: “a instituição de mecanismos de controle de propriedade, com o estabelecimento de limites à propriedade cruzada dos meios; o fortalecimento do sistema público e das mídias comunitárias; transparência e procedimentos democráticos no processo de concessão das outorgas de rádio e televisão, com o fim das concessões para políticos; o estímulo à produção regional e independente, garantindo espaço para a expressão da diversidade de gênero, étnico-racial e de orientação sexual; mecanismos de proteção à infância e adolescência, como o fim da publicidade dirigida à criança; e procedimentos de responsabilização das concessionárias de radiodifusão pela violação de direitos humanos na mídia”.

Quanto ao direito de Banda Larga de qualidade para todos:

Os organizações do movimento feminista se somam à Campanha Banda larga é um Direito Seu!, e protestam a respeito das ações do governo em dar às empresas privadas a tarefa de ofertar à população aquilo que deveria ser tratado como um direito: o acesso a uma internet de qualidade, para todos e todas. Conforme a carta, “Para as mulheres, a banda larga é uma ferramenta essencial de inclusão social, acesso à saúde e educação, geração de emprego e renda, acesso à informação e exercício da liberdade de expressão. Um serviço que deveria, portanto, ser prestado sob regime público”.

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=gmail&attid=0.1&thid=131b8c34270ff91b&mt=application/pdf&url=https://mail.google.com/mail/?ui%3D2%26ik%3De319122e4c%26view%3Datt%26th%3D131b8c34270ff91b%26attid%3D0.1%26disp%3Dsafe%26zw&sig=AHIEtbTKubHPk-Bnn6F9zZHNHl3C3KbOrQ&pli=1

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