No último sábado, 28 de setembro de 2013, foi finalizada junto à Praça 9 de Julho, em Posadas, Misiones, na Argentina, a “Marcha contra as barragens”, marcha em defesa dos rios livres e pelo plebiscito já, caminhada de 157 km, iniciada na cidade de Panambi e concluída em Posadas, realizada nos dias 23 a 28.
Foi um protesto histórico e inédito, que reuniu mais de 10 mil pessoas, onde participaram representantes dos índios Napuche, representações de várias províncias da Argentina, do Brasil (Porto Mauá e Alecrim), e do Paraguai.
Segundo o Premio Nobel, Adolfo Esquivel Perez, presente no ato, enfatizou que temos que ser rebeldes frente às injustiças, que devemos lutar pela vida, pela dignidade e pelos direitos dos povos.
Eduardo Lujam, ambientalista, que faz parte da Mesa Provincial, advertiu que esta marcha vai terminar no dia que tenhamos uma Lei que definitivamente proíba as represas em Misiones, quando isto acontecer teremos alcançado nosso objetivo, que é preservar nossa província para as futuras gerações, também falou que os Misioneros se deram conta do engano que foi com o povo explorado na construção da barragem Yaciretá, quando sentimos na carne os efeitos devastadores das represas, as pessoas retiradas de suas casas e levadas a gritos e abandonadas. Diversas autoridades, como o professor Raul Aramendes (integrante da Mesa Provincial), também se pronunciaram em defesa da água na terra, do meio ambiente saudável e repudiaram as atitudes prepotentes e autoritárias do governo provincial e nacional em avançar com os projetos Garabi / Panambi.
Texto: Vilson Winkler (Jornalista MTB 14977)
Fonte e fotos: Loni Dei Ricardi
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