Celso Anghinoni aponta para o réu Jair F. Borracha

 

Na última quarta-feira, 27 de julho, ocorreu o julgamento de Jair Firmino Borracha, um dos acusados de matar o irmão de um dos principais líderes do Movimento Sem Terra no Paraná, Celso Anghinoni. Eduardo Anghinoni foi morto por engano, quando visitava Celso (que, segundo o histórico de ameaças feitas a ele, era o alvo dos disparos) em um acampamento do MST em Querência do Norte, noroeste do estado.

Eduardo Anghinoni foi morto de ano de 1999, mas o caso só foi julgado 12 anos depois. Borracha teve sua sentença pronunciada pelo juiz Dr. Daniel Ribeiro Surdi Avelar, que na ocasião disse que outras vidas teriam sido poupadas se o julgamento tivesse ocorrido antes.

Foram quatro votos a três pela condenação do réu Jair F. Borracha, mas mesmo com opiniões divididas o julgamento foi considerado uma vitória, já que este foi o primeiro júri a condenar um envolvido em morte de Sem Terra – os demais, quando chegavam a ir a julgamento, tinham seus réus absolvidos. Só entre os anos de 1995 a 2002, 16 membros do MST foram assassinados no Paraná.

Para os movimentos sociais e organizações que acompanharam o julgamento, a condenação de Borracha pode evitar com que outros crimes dessa natureza ocorram no campo. Além disso, também renovam as esperanças de que os conflitos fundiários e ambientais possam ser resolvidos pelo Estado a partir de garantia de direitos e políticas públicas com relação à terra, à alimentação e à vida.

 

(Mais informações no site http://terradedireitos.org.br/)

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