Intercâmbio em Verê teve participação de três municípios e abordou alternativas de renda e conservação da biodiversidade.

Agricultoras e agricultores familiares de Verê, São Jorge d’Oeste e Francisco Beltrão participaram, em 25 de agosto, de um intercâmbio e oficina sobre manejo em meliponicultura e apicultura, em Verê. A atividade reuniu 12 pessoas para compartilhar conhecimentos sobre a criação de abelhas e discutir alternativas de diversificação da produção nas propriedades.
As visitas ocorreram nas propriedades de Fábio e Tatiana Calegare e do casal de apicultores Lucila Itcak e Izidoro. O encontro contou com a contribuição da Assesoar e a parceria do Programa CaPa da FLD.
Segundo Larissa Simão, engenheira agrônoma do Coletivo de Agroecologia da Assesoar, a proposta foi aproximar as famílias de experiências e práticas que possam ser incorporadas às suas unidades de produção. A apicultura e a meliponicultura foram abordadas como possibilidades de geração de renda, autonomia e sustentabilidade na agricultura familiar.
Produção e conservação ambiental
A relação entre a criação de abelhas e a conservação ambiental também integrou o intercâmbio. Larissa explica que esses insetos contribuem para a polinização, a reprodução das espécies vegetais e a manutenção da biodiversidade, com reflexos na produção de alimentos.
“As abelhas necessitam de ambientes biodiversos, com disponibilidade de flores e plantas para sua alimentação”, observa a agrônoma. Por isso, a criação estimula a preservação e a ampliação das áreas de mata nas propriedades.
Conforme Larissa, a atividade pode ser integrada aos sistemas agroecológicos, com benefícios para a polinização das culturas e a diversificação produtiva. A troca de experiências entre as famílias favorece a adoção de práticas que valorizam a biodiversidade e o equilíbrio dos agroecossistemas.
Mulheres nos espaços de formação
Dos 12 participantes, oito eram mulheres e quatro, homens. Para Larissa, a participação feminina reforça a importância de ampliar a presença das agricultoras nos espaços de formação e de troca de conhecimentos.
A construção de alternativas de renda e autonomia para as mulheres na agricultura familiar também faz parte desse processo, que aproxima o aprendizado sobre manejo das possibilidades de produção nas propriedades.

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