O colaborador Tyailer Padilha é responsável pela construção e adaptação das bombonas na sede da Assesoar. Foto: Divulgação Assesoar

A busca por uma agricultura mais autônoma e sustentável tem sido a bandeira do Coletivo de Agroecologia da Assesoar. Em uma iniciativa que une conhecimento técnico e reaproveitamento de recursos, a organização tem fornecido aos agricultores acompanhados um equipamento essencial para a produção de bioinsumos: as bombonas de fermentação.

A agrônoma Larissa Simão, integrante do Coletivo de Agroecologia da Assesoar, explica a importância estratégica dessas ferramentas. “O uso das bombonas, principalmente as de 100 e 200 litros, é fundamental para a confecção de biofertilizantes,” afirma Larissa.

Segundo a agrônoma, o biofertilizante tem se mostrado uma ferramenta essencial para fortalecer as famílias agricultoras e, principalmente, promover a sua autonomia. O objetivo é claro: reduzir a dependência de insumos externos e caros. “A agroecologia promove que as famílias não tenham essa dependência externa das multinacionais com os produtos já fabricados, prontos,” explica Larissa Simão.

As bombonas servem como o recipiente ideal para o processo de fermentação dos materiais orgânicos. É ali que a matéria-prima se transforma em um insumo líquido, rico em nutrientes e microrganismos, capaz de estimular o crescimento das plantas de forma natural e sustentável.

Por trás da distribuição dessas ferramentas, está o trabalho dedicado do colaborador Tyailer Padilha, responsável pela construção e adaptação das bombonas na sede da Assesoar. É a partir de sua expertise que os recipientes são preparados para serem entregues aos agricultores agroecológicos.

As bombonas construídas serão destinadas aos 12 grupos do Núcleo Sudoeste de PR da Rede Ecovida. Para maximizar o impacto e o acesso à tecnologia, a Assesoar estabeleceu um acordo de uso rotativo com as famílias. Cada família utilizará a bombona por um período de cerca de 60 dias para a produção de seus bioinsumos, e em seguida, a repassará para a próxima família do grupo. Este modelo garante que o conhecimento e a ferramenta circulem, beneficiando o maior número de agricultores no menor tempo possível.


As bombonas servem como o recipiente ideal para o processo de fermentação dos materiais orgânicos. Foto: Divulgação Assesoar

Reutilização e Riqueza Natural

A produção dos biofertilizantes é um exemplo de economia circular no campo, aproveitando recursos que já existem na propriedade, como esterco bovino. Larissa destaca:”Isso é uma forma de reaproveitar os recursos que a propriedade mesmo tem,” ressalta a agrônoma. O resultado é um adubo natural que contribui para a saúde do solo e a produtividade das lavouras.

A iniciativa da Assesoar, por meio do Coletivo de Agroecologia e do empenho de colaboradores como Tyailer, Larissa e Elisangela Bellandi, reforça o compromisso da organização com a transição agroecológica, garantindo que as famílias do campo tenham acesso a soluções práticas, eficientes e alinhadas com os princípios da sustentabilidade.

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