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“Defender a Educação Pública é defender a Democracia!” Seminário Regional afirma compromissos

andre 23 outubro 2018 0 Comentários

“Se a escola é espaço de vida, de descobrimento e de conhecimento partilhado, nessa conjuntura, sua função é mais do que importante, ainda mais com a ameaça neoconservadora que é a Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Vocês podem me perguntar ‘Qual o papel da escola? dos professores, dos estudantes e dos pais e mães nesse momento atual?’ É isso que posso dizer, nosso papel é de tornar o desconhecido em conhecido, de fazer o embate saudável, pelo caminho da conversa, do diálogo e das propostas que nos colocam, sempre coletivamente, sempre juntos. Destaca a Professora Drª Sueli Ribeiro Comar em sua exposição sobre a BNCC e as tramas envolvidas na política educacional de nosso país.

No dia 20 de outubro, sábado, aconteceu o Seminário Regional de Educação, que reuniu educadoras(es), estudantes e comunidades da região sudoeste para debater a BNCC e os cenários da educação pública. O encontro além de propiciar um espaço privilegiado de análise de nossa atual conjuntura, apontou compromissos para curto e médio/longo prazo.

Privatização da Petrobras implicará em mais precarização da educação brasileira.

Privatização da Petrobras implicará em mais precarização da educação brasileira. Fotografia: Alessandra Miotto

A professora da UNIOESTE, de maneira simples, mas com todo o rigor que uma análise do atual momento para a educação necessita, sugeriu alguns pontos de partida para olhar o projeto do qual a BNCC se encontra.

Ao início, e devido a situação dramática que nós brasileiros estamos vivendo, Sueli fez questão de demarcar : “toda fala é política, ainda mais se vamos no sentido de tornar comum o que queremos dizer. Política é transformar um entendimento em comum, para todas as pessoas conseguirem entender, pois vivemos em sociedade”.

Profª Drª Sueli R. Comar. Fotografia: Ricardo Callegari

Profª Drª Sueli R. Comar. Fotografia: Ricardo Callegari

Não há nada de novo que a BNCC nos traz

* A BNCC simplifica. Há 30 anos que organismos internacionais, figurada principalmente por FMI e Banco Mundial, vem empurrando documentos normativos para países do hemisfério sul, principalmente da América Latina. As conferências da UNESCO ocorridas nos últimos 20 anos são prova disso. Essa simplificação é uma maneira de retirar a complexidade, de tornar nossa educação rasa, planificada.

* A BNCC refina o neoliberalismo. O argumento de que a resposta para os problemas é a iniciativa individual, acabando com direitos coletivos e questionando a destinação de verbas para a educação pública. A privatização de nossa educação e a proposta do ensino domiciliar é um destes termômetros.

* A BNCC dá condições para uma padronização do ensino. Ao simplificar o ensino, diretamente é precarizado a construção do senso crítico. Também dificulta-se o acesso a um conhecimento das diferenças regionais. Esse argumento se baseia nas avaliações das quais nossa educação está inserida. Estas avaliações comprometem parte do ensino, pois são estabelecidos prazos para alcançar determinadas metas. Ao fim o que se nota, é o nível de aprendizagem.

Ao terminar sua exposição, os debates giraram em torno de como lidar com a BNCC nas escolas? “(…) a nossa defesa é que embora precise fazer uma adequação documental, é o professor(a) que vai trabalhar o conteúdo. Nossa perspectiva de construir a resistência está também neste ponto. Há uma certa autonomia que é extremamente urgente defendê-la. Não podemos nos ausentar (…)”, destaca uma educadora da rede pública de Francisco Beltrão.

Entidades Estudantis ampliam a campanha pela anistia das ocupações em escolas de 2016

Entidades Estudantis ampliam a campanha pela anistia das ocupações em escolas de 2016 Fotografia: Alessandra Miotto

A relação de que a reforma do ensino médio e as ondas de ocupações em 2016 foram uma resposta, também foi assunto no seminário. Com espaço para divulgação da campanha pela ANISTIA das OCUPAÇÕES, representantes de entidades estudantis reforçaram o peso que tem a parceria entre os grêmios estudantis, as comunidades e os professores no processo de reivindicar melhorias nas escolas e na educação.

“A educação necessita de investimento, peguemos como exemplo os Institutos Federais e seus desempenhos nas avaliações. É nítido que um investimento bem realizado trará melhorias aos filhos dos trabalhadores”, argumenta uma Professora.

Estudantes relatam importância de debates abertos nas escolas e Institutos Federais

Estudantes relatam importância de debates abertos nas escolas e Institutos Federais. Fotografia: Ricardo Callegari.

Os grupos de trabalho que foram constituídos por estudantes, professores, agricultores e membros de comunidades de 19 municípios da região, evidenciaram as dificuldades locais, colocando-as num patamar comum, bem como apontaram compromissos de superá-las.

Ao final foi construída coletivamente uma carta política (re)afirmando compromissos e apontando quais lugares devemos estar na resistência

Resistência foi a palavra do Seminário. Fotografia: Andre de Souza Fedel

Resistência foi a palavra do Seminário. Fotografia: Andre de Souza Fedel

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